Centros de distribuição de sementes podem reduzir problemas no plantio

O sistema de produção de sementes é um dos fatores mais importantes dentro da cadeia produtiva do agro. Em Mato Grosso, estado líder na produção de soja no país, estão sendo construídos seis centros de distribuição do produto.

Segundo o professor da Universidade Federal de Mato Grosso, Rogério Coimbra, a tecnologia destes espaços é nova para o setor sementeiro, mas a indústria já usa os CDs há tempos.

“Com a necessidade de transporte a longas distâncias das sementes, começamos a ver um acúmulo de atividades próximo da época de semeadura. Nós colhemos a semente entre dezembro e fevereiro e até março os lotes já estão formados”, explica.

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Coimbra lembra que a semente precisa ficar entre seis e oito meses em armazéns, localizados em unidades de produção que, geralmente, estão em regiões de mais altitude, onde o produto tem mais qualidade.

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“Entre 15 e 20 dias antes do início do plantio, essas sementes passam a ser distribuídas, só que a área de produção de soja no Brasil tem crescido muito e com o avanço dessa área começou a se acumular muito desse processo de distribuição. Então a chamada expedição ficava muito conturbada, com dificuldades para se conseguir caminhões e problemas que aconteciam durante o transporte não podiam ser corrigidos e o produtor acabava ficando sem a semente”.

Qualidade da semente

Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

De acordo com o professor, os centros de distribuição pulverizam as áreas de armazenamento mais próximas de onde as sementes serão plantadas. “Então conseguimos antecipar o problema – porque o problema ocorre – e assim fica mais fácil de ser resolvido. Desta forma, conseguimos aferir a qualidade do produto próximo ao plantio”, detalha.

Assim, conforme Coimbra, em 24 horas ou 48 horas antes de semear, o produtor pode receber a sua semente sem a necessidade de armazená-la em sua propriedade, o que pode acabar sendo um risco para a sua qualidade. “A semente é um ser vivo, não é insumo, é tecnologia”.

Para saber mais sobre a tecnologia por trás da soja, confira a página do projeto.

 

 

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