Agricultores plantam jardins circulares no deserto do Saara


Os agricultores do Senegal estão a caminho de construir sua própria “Grande Muralha” — mas a será totalmente verde.

Ao sobrevoar a cidade de Boki Diawe, no nordeste do país, a visão de sementes recém-plantadas em jardins circulares cuidadosamente planejados no Deserto do Saara chama a atenção.

Os jardins, conhecidos localmente como Tolou Keur, são a encarnação mais recente do projeto “A Grande Muralha Verde”. 

Eles foram projetados por Aly Ndiaye, um engenheiro agrícola senegalês que não pôde deixar o país quando as fronteiras foram fechadas em meio à pandemia do novo coronavírus.

Lançada em 2007 pela União Africana com o apoio da União Europeia, do Banco Mundial e das Nações Unidas, a iniciativa tinha o objetivo original de ajudar a prevenir a desertificação, sufocando o Saara enquanto este se movia para o sul. 

O plano era plantar um cinturão de árvores com 16 quilômetros de largura e 4.350 quilômetros de extensão na região do Sahel, conectando Senegal ao Djibouti.

No entanto, o programa enfrentou uma variedade de problemas, incluindo a dificuldade de plantar árvores na savana ressecada e a falta de financiamento.

Projeto da “Grande Muralha Verde”

Por isso, os jardins circulares no Senegal representam uma abordagem nova e mais localizada do projeto da “Grande Muralha Verde”.

De acordo com a agência de reflorestamento do Senegal, já são mais de duas dúzias de jardins “Tolou Keur” pelo país africano. 

Quando o Senegal teve que fechar sua fronteira ao coronavírus, as aldeias tiveram que se tornar mais autossuficientes, o que contribui para a expansão dos jardins circulares.



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