Soja: dólar em queda e Chicago misto estabilizam preços no Brasil

Preços da soja no mercado interno. Foto: Ascom Famasul

O mercado brasileiro de soja manteve, nesta sexta-feira (5), o ritmo lento de negócios da semana. Os preços tiveram pouca variação. O dólar em queda exerceu pressão baixista.

Cotações da soja no mercado interno:

  • Passo Fundo (RS): a saca de 60 quilos seguiu em R$ 186,00

  • Região das Missões: a cotação permaneceu R$ 185,00

  • Porto de Rio Grande: o preço estabilizou em R$ 191,00

  • Cascavel (PR): o preço ficou inalterado em R$ 185,00

  • Porto de Paranaguá (PR): a saca se manteve em R$ 191,50

  • Rondonópolis (MT): a saca caiu de R$ 172,00 para R$ 169,00

  • Dourados (MS): a cotação ficou em R$ 176,00

  • Rio Verde (GO): a saca estabilizou em R$ 167,00

Soja em Chicago

dólar

Foto: Pixabay

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mistos para grão, em forte baixa para o farelo e com ganhos acentuados para o óleo. O dia foi de baixa liquidez, resultados em volatilidade e nas bruscas oscilações para os subprodutos.

No caso dos grãos, as primeiras posições encontraram suporte nas vendas de 132 mil toneladas de produto americano para a China e de outras 132 mil para destinos não revelados. As demais posições foram pressionadas pela previsão de melhora nas condições climáticas no Meio Oeste dos Estados Unidos.

As fortes oscilações dos subprodutos foram determinadas pela baixa liquidez e pela ação dos fundos. “Há a expectativa de um aumento no uso de biocombustíveis nos Estados Unidos, mas o movimento de hoje não leva em conta os fundamentos”, acredita o analista de Safras & Mercado, Gabriel Viana. Segundo ele, “quando sobre muito o óleo, o farelo cai por compensação de margem”.

Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com alta de 2,00 centavos ou 0,13% a US$ 14,63 1/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 14,08 3/4 por bushel, com perda de 9,00 centavos de dólar ou 0,63%.

Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com baixa de US$ 16,00 ou 3,52% a US$ 437,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 65,00 centavos de dólar, com ganho de 2,55 centavo ou 4,08%.

Câmbio

O dólar comercial fechou em queda de 1,03%, cotado a R$ 5,1680. A moeda se descolou do movimento global, e foi impactada pelas ações de empresas do setor de varejo e ligadas às commodities, que geraram intenso fluxo estrangeiro no Ibovespa. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,10%.

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